Esta é uma revista online que trata apenas de divulgar bandas portuguesas dentro do estilo metal e gótico.

quarta-feira, julho 19, 2006

Noctivagus


Numa altura em que a música alternativa em Portugal estava em afronta surgem os Noctivagus.


Como começou o, já longo, percurso dos “Noctivagus”?
Numa época de muitas convulsões e desacatos no meio alternativo Português, caracterizado pôr uma vertente fortemente implant nas sonoridades punk, psico bill, e metal.
Eis que em 1994, numa dessas sessões de matinée na Juke Box (club mítico situado na rua da fé em Lisboa), surge a ideia do projecto Noctívagus, constituído á nascença:
Por ex-membros de bandas como " Negro Jardim", "Mortaxe" e "Lucifer Fere". Influenciados por uma vertente imaginária de contornos pós apocalíptico aliado a ambiências negras de caos;
fazem a sua 1ª aparição ao vivo uns meses mais tarde no Palco do Cine-Teatro da "Cova da Piedade" em Almada.
A vossa primeira demo chamou-se “Almas Ocultas”, porquê este nome?
O Nome “Almas ocultas” surge do momento que Noctívagus vivia na Altura. Toda a composição musical foi inspirada no mundo espiritual e em todo o seu imaginário.
Ao longo do vosso percurso membros foram saindo e outros entretanto, como se derem vocês com essas mudanças?
Todas as saídas sempre foram dolorosas por motivos de afeição que criamos com as pessoas, mas acho que as coisas são mesmo assim. Por vezes é necessário tomar decisões e fazer escolhas! Há químicas que resultam e outras que deixam de funcionar, temos que avançar!
Em relação ás entradas: sempre foram abençoadas tal como o mito da Ave de Fenix!
É fundamental sabermos lidar e entender as químicas dos que estão! E a forma como podemos saborear a musica quando a tocamos ou criamos.
Em 1998 a vossa banda teve uma paragem um pouco longa, a que se deveu?
1998 foi decisivo para a continuação de Noctívagus devido ao contexto da altura , estávamos reduzidos a 2 elementos eu e o Paulo Dumonte .
Ou ficávamos pôr ali ou continuávamos. A escolha foi continuar! Sentimos que Noctívagus ainda tinha ou melhor tem muito para partilhar. No contexto actual (2006) reflecte-se tanto no Pedro Vieira como no Tempestade esse espírito Noctivago e sua nova dimensão.
No ano 2000, vocês tiveram uma data de concertos em que tiveram como convidado especial o teclista Zoltar “Piry”, como foi trabalhar com ele?
A partir de 2000 começamos a convidar músicos para participar nos concertos ao vivo e também em alguns registos. Achamos que era uma forma de partilhar os nossos conhecimentos e vice-versa sem o tal compromisso de banda. Foi importante!
Em 2003 gravaram um EP intitulado “After The Curse”, em parceria com a Floyd Records, como foi trabalhar com eles?
Em 2003 surge a proposta da Floyd Records para a edição do”After The Curse “com a distribuição da Division House, foi interessante e diferente, pois Noctívagus era a única banda do catalogo da Editora com uma sonoridade ”out sider” e não era prioridade da mesma. Mas resultou para surpresa deles!
O vosso primeiro surgimento na TV foi no programa, Curto-Circuito, da SIC Radical, o vosso tema “Bad Dreams” liderou durante várias semanas o Top, como se sentiram vocês?
Motivados!
Existem previsões para um projecto próximo?
Sim, estamos em fase de composição e temos o objectivo de ainda este ano vir a ser editado o próximo trabalho. Fica atenta Marta, Promete!
submundonacional@hotmail.com